Benditos "directos"
Após algum tempo de ausência e utilizando o blog como escape para os problemas sérios que me atormentam, venho aqui publicitar um artigo de Leonor Pinhão na coluna Bilhete Postal do Correio da Manhã do dia 17 de Julho de 2007 que considerei engraçado.
Com este artigo não estou a criar nenhuma opinião política, uma vez que cada vez se menos se consegue dar crédito à uma grande parte dos políticos. Se isto aconteceu com este partido, de certo que acontecerá com outros também, tudo em prol de mostrar ao país, através da comunicação social, a sua grandiosidade... mas não me parece que seja bem isso.
Passo a citar:
"Na década de 60, em pleno regime ditatorial, um artista português - Francisco José - interpretou umas cançonetas na RTP e despediu-se dos siderados telespectadores com umas palavras de desencanto sobre o País. Fez furor. A emissão, em directo, ficou histórica. E o regime passou a ter cuidado com os 'directos', logo banidos da programação. Na noite de domingo (15 de Julho de 2007), a SIC entrevistou, em directo, uma série de populares no Hotel Altis, onde António Costa festejava a sua eleição. Ouvimos uma senhora de Famalicão, outra de Cabeceiras de Basto e um senhor que não se percebeu bem de onde vinha. O que se percebeu é que os 'figurantes' tinham vindo de autocarro até à capital para 'apoiar' o seu partido. Benditos 'directos'. Malditos autocarros."
Para mim, contratar figurantes para fazer uma festa política não faz sentido nenhum e causa-me apreensão e constato que afinal a descreça na política é generalizada e para engrandecer as vitórias, usa-se e abusa-se do dinheiro que poderia ser muito melhor canalizado do que para 'show-off'.
1 comentário:
E nunca mais actualizaste isto...
Só para deixar um beijinho *
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